PLANO DE PREVENÇÃO AS DROGAS NAS EMPRESAS E RECUPERAÇÃO.

“O consumo de drogas é presente, vem aumentando na sociedade como um todo, e as empresas não estão fora disso”, diz o psiquiatra Arthur Guerra, presidente do Conselho do Grupo de Estudos de Álcool e Droga da Faculdade de Medicina da USP. Mas essa realidade é difícil de ser identificada porque, no trabalho, os efeitos das drogas, que envolvem queda na produtividade, absenteísmo e falta de motivação, muitas vezes passam despercebidos. "Aparentemente, aos olhos dos colegas e dos superiores, os usuários estão com a situação sob controle", diz Guerra.

A primeira e única pesquisa sobre drogas feitas no Brasil, de 2001, em que o Cebrid (Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas), da Unifesp, entrevistou 8.589 pessoas de 107 cidades do país, registrou a dependência de álcool em 11,2% dos entrevistados. Essa também é a droga que mais problemas causam dentro das empresas, seguida pelo tabaco, pela maconha e pela cocaína. O grande problema é a empresa não aceitar que o consumo de drogas existe em qualquer setor social e que o ambiente de trabalho não está imune.

O Programa consiste em não somente informar sobre as drogas, os perigos que elas causam dentro e fora do trabalho, mas fazer com que o funcionário se transforme no principal agente modificador da relação da empresa com as drogas. Antes mesmo do médico, do assistente social e do psicólogo, é ele quem vai uma vez orientado por uma equipe multidisciplinar, identificar e "educar" quem está envolvido com drogas. O programa prevê ainda apoio psicológico dentro ou fora da empresa, o qual pode ser estendido para a família, garantia de que não haverá demissão do funcionário e, além disso, ninguém é forçado a aderir ao programa. A dependência -independentemente da droga- não elege cargo ou função. "De diretores a auxiliares, todos podem ter problemas", diz o psiquiatra Ronaldo Laranjeiras, coordenador da Unidade de
Álcool e Drogas do Proad (Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes), da Unifesp. Mas quem exerce cargos gerenciais, portanto desempenha papel de líder, tende a se esconder mais, a ficar distante dos programas oferecidos.

Isso reflete uma mudança significativa de abordagem. Há dez anos, o assistencialismo e o tom acusatório imperavam. Hoje, falar de drogas em empresas é mais fácil, no caso das que incluem o assunto nos seus programas de qualidade de vida, explica o psiquiatra João Carlos Dias, coordenador do Departamento de Dependência Química da Associação Brasileira de Psiquiatria.

“Dentro desse conceito moderno, o funcionário assume a responsabilidade sobre si. E os temas álcool, tabaco e drogas ilícitas entram no rol dos problemas de saúde, dividindo espaço com programas de combate ao estresse e de prevenção ao câncer de mama, por exemplo," diz o médico.

OS EMPREGADOS ALCOÓLATRAS OU VICIADOS E O NOVO CÓDIGO CIVIL

Por: Márcia Jacometo (Mestre em Direito)
Revista Consultor Jurídico, 24 de março de 2003

Diz o novo Código Civil (art. 4º.) que "são incapazes, relativamente a certos atos, ou à maneira de exercê-los, os ébrios habituais, os viciados em tóxicos, e os que, por deficiência mental, tenham o discernimento reduzido". O incapaz deve ser interditado ou assistido pelo responsável legal.

O problema é que as empresas não conhecem - e precisam conhecer! - os empregados que fazem uso de tóxicos ou os ébrios habituais. Não-raro, o empregado está sob tratamento médico, freqüenta os Alcoólicos Anônimos e tem documento provando que faz uso de drogas, ou seja, é viciado.

O patrão não sabe e, pior, costuma ser impedido de fazer exame anti-drogas no ambiente de trabalho, ato que costuma ser visto como discriminatório. Só que agora, com o novo Código Civil, o viciado e o alcoólatra são incapazes, equiparados aos deficientes mentais e, no mínimo, dotados de discernimento reduzido.
São representados por pais, curadores e pelo Ministério Público, que tem entre suas funções a proteção aos incapazes. No âmbito do Direito do Trabalho, o Ministério Público do Trabalho age para regularizar situações ilegais que envolvem interesses coletivos e difusos, entre os quais o trabalho de incapazes, que é proibido.

Sua empresa poderá estar pagando salários a incapazes, dando tarefas, exigindo trabalhos perigosos (para incapazes) e assinando documentos que não têm valor algum a partir do novo Código. A questão que se põe para a empresa é: quantos viciados e alcoólatras eu tenho em meu quadro de pessoal?
Afinal, as declarações dos incapazes não têm valor legal sem o seu tutor ou representante,  não poderão trabalhar à noite ou em atividade perigosa e se cometer algum crime, será inimputável, ou seja, não responderá pelo delito. Pior: a empresa corre o risco de não poder demitir o incapaz encontrado em seu quadro de pessoal e ainda ter de pagar longo e caro tratamento. Toda cautela é necessária, inclusive, quanto aos seguros de vida e de saúde em grupo, pois, quem saberá quais são os viciados da empresa?
A verdade é que o enquadramento do viciado e dos alcoólatras entre os incapazes trará profundas alterações no âmbito da empresa. E os riscos de não saber onde eles estão são muito altos para o orçamento de qualquer empreendimento.

PACOTES RAV (RENOVANDO A VIDA NA SUA EMPRESA).

PACOTE PPDER BÁSICO (ÚNICA):
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Palestras sobre Drogas, Dependência e Tratamento;
- Carga Horária: 02 Horas;
- Valor R$ 600,00 (NO DF);

PACOTE PPDER DE 04 PALESTRAS MENSAIS:
- Palestras sobre Drogas, Dependência, Tratamento, Motivacionais;
- Temáticas;
- Dinâmias de Grupo;
- Valor R$ 2000,00 ao mês (NO DF);

PACOTE PPDER COMPLETO:
- 04 (quatro) Palestras mensais;
- Grupo de Apoio à Família;
- 05 (cinco) Atendimentos individuais PSICOLÓGICOS E OU TERAPÊUTICO;
- 01 (huma) Profissional para trabalhar em parceria com o RH;
- 01 (huma) INTERNAÇÃO por TRIMESTRE (TEMPO DO PROGRAMA INTERNADO 3 MESES);
- Valor R$ 10.000,00 ao mês (NO DF)

TESTES DE DROGAS INSTANTÂNEOS – THC/COC
- 02 (dois) Tipos de DROGAS = Valor R$ 50,00 (UNIDADE);
- 10 (dez) TESTES = Valor R$ 490,00;
- 01 (huma) Caixa com 25 (vinte e cinco) TESTES = Valor R$ 1200,00;

OBS: (ISSO SERIA PARA UMA EMPRESA DE ATÉ 300 FUNCIONÁRIOS).

TESTE DE DROGAS.
Faça seu teste de drogas e deixe seu ambiente isento de drogas

ARQUIVOS RELACIONADAS.

TESTE DE DROGAS (RAPID ONE): Baixar Arquivo

SUA IMPORTÂNCIA: Baixar Arquivo

CATÁLAGO: Baixar Arquivo

PESQUISAS RELACIONADAS.

"Na Avon, o gerente de produção Nilson Wendland atua como um dos agentes modificadores. Passou por um treinamento para identificar precocemente casos de dependência química. Assim, ele observa, entre outros fatores, o rendimento dos funcionários, o índice de faltas, seu comportamento e suas reações emocionais, por exemplo. "Se notamos algum problema, perguntamos, de forma sutil, como está o dia-a-dia dele no trabalho, se há algo que possamos fazer."

diz, Dr. Wendland.

"Há o medo de que a equipe comece a desrespeitá-lo", diz Edméia de Oliveira, psicóloga da INFRAERO, uma das empresas que enfrentou casos de dependência química entre gerentes.

É evidente o progresso das empresas. "Não podemos negar que há a dificuldade em aceitar o problema. Mas hoje temos exemplos que provam que a interferência da empresa é indispensável; e não se trata de benemerência, mas de pensar na relação custo-benefício: sai mais barato orientar e tratar o funcionário do que demiti-lo.”

diz, Dr. Arthur Guerra

Sempre que o homem pode desenvolver-se, e isto também na empresa, sua motivação é mais elevada, e ele permanece saudável e produtivo. E sempre que seu desenvolvimento fica prejudicado por obstáculos e frustrações, sua motivação cai, e as probabilidades de adoecer e fazer uso de alguma droga aumenta”.

diz, Dr. R. Amthauer Hoechst AG, 1979